Belle de Jour

Fugindo da ditadura brasileira, Ragnar buscou exílio em Marseille onde atravessou anos de muitas dificuldades. Não foi fácil ficar longe da cidade familiar, sem bens suficientes para sobreviver e sem conhecer bem a língua local. Era como um náufrago numa ilha deserta que pela primeira vez conhecia a fome. Anos de solidão. Os franceses não tratam estrangeiros como iguais. Aceitava qualquer tipo de trabalho, de faxineiro a garçom, e só depois de seis meses, conseguiu a amizade do senhorio da pensão onde vivia. O homem andava desconfiado da própria esposa e lhe fez um estranho pedido. – Ragnar, preciso que siga minha mulher nas escapadas que ela dá. – Sinto muito, mas isso vai contra meus princípios. Sou contra delações, sou a favor da liberdade...

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