Sonho Sufocante

C

Desenhei para mim uma manhã pastel, escorrida, sem atrativos. Andei pra lá e pra cá no gramado. O objetivo era escapar daquele sonho que permanecia quase no limiar do dia, que percorria pelos subterrâneos da mente como a Lua Nova, a impregnar meu corpo emocional, aquoso, de um desconforto órfão.

Até agora não sei, ainda procuro entender a mensagem vinda do outro lado. Tinha passado uma semana maravilhosa, invadido por uma paz mental inusitada.

Como não achei outra explicação que não fosse demasiadamente esotérica, atribui o bem-estar a uma aventura amorosa recente, uma descarga sexual intensa. De repente este sonho sufocante.

Seria uma manifestação do meu medo de assumir compromissos ou de perder a liberdade de investigação da mente?

Como se estivesse numa camisa de força, lutando para reassumir o corpo após uma viagem pelo desconhecido. Escrevo para entender e dissipar.

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