História Oculta

A arqueologia é uma ciência recente. Há pouco mais de cem anos começamos a descobrir cidades antigas. As areias do tempo escondiam traços de civilizações desconhecidas.
No Oriente Médio, nas cavernas de Shanidar, norte do Iraque, arqueólogos descobriram em 1957 claros registros de habitações humanas datadas de mais de 100 mil anos atrás. Levando-se em consideração que nossa História Oficial só registrou os últimos seis milênios, podemos concluir que nossa civilização desconhece seu passado.
Ainda no século passado, na milenar cidade de Nippur, 150 quilômetros ao sul de Bagdá, encontraram uma enorme biblioteca contendo cerca de 60 mil plaquetas e cilindros de barro com escrituras do tipo cuneiforme, que descrevem todos os aspectos da vida dos habitantes da Suméria. Através da datação pela técnica do rádio carbono 14, constatou-se que tais plaquetas tinham sido escritas havia mais de dez mil anos.
As mais recentes traduções dessas inscrições revelam com clareza uma versão intrigante da origem do homem e da história deste planeta.
Minha curiosidade se aguçou quando li “O 12º Planeta” de Zecharia Sitchin, arqueólogo e consultor da NASA, o maior expoente na tradução das plaquetas sumérias. Pesquisando o site sitchin, descobri que ele já havia escrito mais seis livros sobre o assunto, traduzidos para inúmeras línguas. Tais textos fazem parte do currículo de algumas universidades europeias e americanas.
Fiquei muito surpreso e admirado por tudo que li a respeito e me convenci de que era importante divulgar tais informações. Como a linguagem dos livros de Sitchin não é fácil de ler devido à sua tecnicidade, portanto, sem condições de chegar ao leitor comum, resolvi realizar este artigo, um resumo das partes mais importantes em linguagem mais acessível.
O texto que se segue é uma síntese extraída de traduções das plaquetas sumérias, aquelas que tratam da formação da Terra e da criação da humanidade.
Contam as plaquetas que antes, havia o Sol, rodeado dos planetas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e um astro hoje inexistente chamado Tiamat. Plutão era então apenas um satélite de Saturno.
Há bilhões de anos, do espaço exterior, surgiu um astro magnífico chamado Nibiru. Passava ao largo quando foi atraído por Netuno que era o planeta mais externo do nosso sistema. Desorientado pela misteriosa força netuniana que o desviou de sua órbita, Nibiru entrou no sistema solar no sentido horário, contrário ao movimento dos demais planetas.
Sua travessia provocou intervenções e catástrofes em quase todos os planetas. Passando perto de Urano, inclinou seu eixo, depois veio em direção a Tiamat, o choque parecia inevitável.
Por sorte ou destino, os dois planetas não se chocaram diretamente, mas passaram muito próximos. Nibiru tinha 4 satélites. No encontro, o corpo principal de Nibiru sofreu apenas danos superficiais, no entanto, um de seus satélites, chamado Vento Norte, espatifou-se contra Tiamat partindo-a ao meio.
Metade de Tiamat esfarelou-se pelo golpe, formando o Cinturão de Asteróides que ainda hoje permanece na mesma órbita onde antes girava Tiamat. A outra metade do astro alvejado foi lançada mais para perto do Sol e fixou-se numa órbita entre Marte e Vênus.
Girando por milênios, essa metade de Tiamat que não se esfarelou, transformou-se na esférica Terra. Em sua origem, a palavra “terra” no idioma sumério significa “resultado da divisão”.
Para terminar sua tarefa transformadora, Nibiru libertou Plutão de Saturno, lançando-o para os confins do nosso sistema.
Apesar de seu grande tamanho, Nibiru não conseguiu escapar da força gravitacional do Sol. Ficou preso ao nosso sistema solar com uma longa órbita elipsoidal de 3.600 anos terrestres.

Como explicar que tais plaquetas encontradas na Suméria, escritas há dez mil anos, falassem de Netuno, Urano e Plutão, que não são visíveis a olho nu e só foram descobertos por nossa civilização no século 20 quando aperfeiçoamos os telescópios?
Existem desenhos sumérias que não apenas mostram a existência de todos os planetas como também descrevem características físicas, medidas e distâncias.
Pouco sabíamos a respeito desses planetas que estão além de Marte até que, em1996, a NASA lançou a série de espaçonaves Voyager. As naves alcançaram os planetas mais distantes e seus relatórios confirmaram, assustadoramente, as escrituras da Suméria. Confirmaram até as cores, os tamanhos, o número de satélites, a existência de água e a inclinação de Urano provocada pela entrada de Nibiru no sistema solar.

A vida orgânica já evoluía no solo de Nibiru na época do acidente com Tiamat. No choque, que os mitos narrados nos Vedas indianos chamam de batalha, transferiu-se para a Terra a vida orgânica, uma inseminação.
A Terra levou milhões de anos para se curar do desastre, mas Nibiru pouco sofreu. Por isso, a evolução das espécies foi muito mais rápida lá.
Há quinhentos mil anos, a espécie dominante em Nibiru, já tinha alcançado um nível tecnológico mais elevado que o nosso atual. Usavam sapatos com os quais podiam voar, viajavam em naves interplanetárias e com manipulação genética criavam as espécies animais ou vegetais de que necessitavam. Dependendo do tipo de morte, conseguiam ressuscitar seus mortos.
O Panteão ou Conselho dos Doze é a entidade máxima da sociedade nibiruana, formado por seis nibiruanos masculinos e seis femininos, representantes dos doze signos astrológicos. Todas as resoluções importantes têm que passar pelo Conselho, mas o sistema político em Nibiru é uma monarquia patriarcal. A palavra final é do rei.
Há 450 mil anos atrás, o rei de Nibiru faleceu irremediavelmente, e nenhuma técnica de ressurreição conseguiu reanimá-lo. Deixou como herdeiro legítimo o príncipe Anu, que era muito jovem e inexperiente para dirigir uma sociedade tão complexa. Com esses argumentos, Alalu, seu tio, conseguiu convencer o Panteão a lhe entregar a coroa real até que Anu estivesse apto.
Durante o reinado de Alalu a vida em Nibiru entrou em crise, correndo risco de extinção. Quase semelhante ao que começa a acontecer agora na Terra, a destruição da atmosfera do planeta alcançou tamanha dimensão que os sistemas orgânicos começaram a entrar em colapso.
Um escudo de poeira de ouro! – foi essa a ideia genial.
Cientistas nibiruanos descobriram que era possível salvar o planeta criando um escudo de partículas de ouro que protegesse a atmosfera. Imediatamente, o rei Alalu enviou esquadrões de exploradores ao espaço em busca do precioso metal.
Durante o reinado de Alalu, o príncipe Anu amadurecia e tramava secretamente sua ascensão ao trono. Passados nove shars, ou anos nibiruanos, Anu havia juntado força suficiente para desafiar a coroa. Estava pronto, empenhado em lutar não só pelo poder de Nibiru, mas também pela justiça, restaurando ao trono seu legítimo herdeiro, ele mesmo.
Anu lançou suas forças contra Alalu. Venceu logo nas primeiras batalhas e assumiu o trono. Alalu fugiu do planeta em sua espaçonave, escoltado por sua extensa guarda pessoal.
Era justamente uma época em que Nibiru se aproximava do Sol e dos demais planetas do sistema. Alalu viu a Terra, ainda inexplorada e sentiu-se atraído por sua beleza azulada. Decidiu descer e buscar um refúgio aqui no sétimo planeta do sistema solar, contando de fora para dentro.
Quando chegou à Terra, na região hoje chamada de Golfo Pérsico, Alalu fez uma importante descoberta – havia ouro nas águas do mar.
– Este planeta deve ter muito ouro. A sorte me favorece – pensou ele, preocupado com a salvação de seu planeta natal onde vivia sua extensa família: a consorte, as concubinas, os amantes masculinos, seus eunucos, filhos, netos, bisnetos, tataranetos… O ouro do planeta azul poderia ajudar a salvá-los. Também devia sonhar com o retorno ao lar e com a mordomia a que fora acostumado enquanto era monarca supremo. A comunicação da descoberta do ouro poderia lhe render créditos junto à realeza e facilitar seu regresso à Nibiru.
Foi o que aconteceu. Alalu se comunicou com Nibiru e informou sua descoberta. Agradecido, Anu permitiu que ele regressasse para junto de sua família.
Antigamente, o planeta Nibiru era bem conhecido pela humanidade e seu povo chamado de annunaki – aqueles que vieram dos Céus. Depois virou mito. Foi esquecido porque durante mais de três milênios esteve fora do alcance de captação dos instrumentos astronômicos em uso. Estava muito distante.
A órbita que Nibiru percorre tem a forma de uma longa elipse. Todos os demais planetas estão ao redor do Sol num dos cantos, um dos focos da elipse. Isso faz com que Nibiru se aproxime e se afaste do resto do sistema a cada shar, ou seja, a cada 3.600 anos terrestres.
Sempre que Nibiru retorna, acercando-se de nosso planeta, traz desgraça ou progresso. Quando passa muito perto, provoca profundas modificações no clima, inundações e glaciações. Quando passa numa posição mais favorável, o rei Anu desce à Terra, o Panteão dos Doze se reúne, delibera e promove avanços. A história da Terra está marcada por esses ciclos de 3.600 anos.

O príncipe Ea, primogênito do soberano Anu, é o principal personagem da nossa história. Desceu à Terra cinco mil anos depois da descoberta de ouro no Golfo Pérsico. Trouxe consigo uma equipe de 400 trabalhadores. Após realizar diversos voos sobre o planeta, sondando e analisando o solo, alcançou os limites dos pântanos do Oriente Médio e resolveu aterrissar.
Nas plaquetas sumérias foi encontrado um longo diário intitulado “Ea e a Ordem da Terra”, por ele mesmo escrito, onde narra sua chegada em nosso planeta, os trabalhos de contenção de água nos pântanos, levantamento topográfico dos manguezais, abertura de canais de drenagem, construção de diques e de estruturas de tijolos com argila local. Também descreve como uniu os rios Tigre e Eufrates por canais.
O objetivo da missão na Terra era extrair ouro das águas do Golfo Pérsico com técnicas de laboratório e mandá-lo para Nibiru.

Na região entre os rios Tigre e Eufrates chamada de Mesopotâmia, Ea criou muitos povoados e fortalezas – Eridu, Badtibira, Laraak, Shuruppak, Larsa, Lagash, Sippar, Éden e a famosa Nippur onde foi instalado o primeiro centro de controle aeroespacial da missão.
Nippur, criada há mais de 400 mil anos, existe até hoje no Iraque, tendo sido reconstruída inúmeras vezes.
Depois de alguns milênios de exploração, as reservas de ouro do mar se esgotaram e, consequentemente, o envio do metal diminuiu. No entanto, o ouro continuava sendo de grande necessidade para Nibiru. Por isso, o todo poderoso Anu resolveu investigar a colônia pessoalmente. Desceu ao solo terrestre pela primeira vez em aproximadamente 416 mil a.C. Sua comitiva era composta de muitos membros da nobreza, entre as quais o ilustre Enlil, príncipe herdeiro de Nibiru.

O casamento entre irmãos inteiros é proibido em Nibiru, entretanto, sexo e procriação são permitidos. O mais desejável é que um homem se case com uma meia-irmã por parte de pai, para manter a linha de sangue. Tal regra de sucessão foi copiada depois e pode ser encontrada na história das cortes humanas da Antiguidade, desde o Egito até o império Inca. Eles possuíam algum tipo de conhecimento sobre hereditariedade que a ciência moderna ainda não descobriu.

O príncipe Ea era o primogênito de Anu, o filho mais velho, mas a mãe dele era irmã inteira do rei, o que lhe tirava a prioridade. Enlil era o sucessor ao trono de Nibiru, o primeiro filho varão do rei com uma meia-irmã, portando privilegiado. Essa regra de sucessão hereditária teve um papel preponderante em quase todas as guerras que foram travadas posteriormente na Terra.
Se ficasse em Nibiru, Enlil poderia destronar o pai. Por isso, Anu o trouxe consigo.
Aportaram primeiro na estação espacial que orbitava ao redor da Terra para descansar da viagem e preparar-se para as tensões que provocaria a descida de Enlil ao solo, sob o poder de Ea, onde já era chamado de Enki, que significa Senhor da Terra. A interação das forças representadas por estes dois irmãos foi de fundamental importância para o futuro da humanidade.
O objetivo oficial da primeira visita de Anu era conhecer a colônia pessoalmente e tentar solucionar a questão do ouro. O objetivo subjacente era afastar o ambiciosos filho Enlil do planeta Nibiru. Em sua primeira visita Anu seguiu a regra básica: dividir para governar.
Com a descida de Anu à Terra trazendo o irmão rival, Enki ou Ea magoou-se, resolveu abandonar a missão e regressar a Nibiru. Isso certamente não estava nos planos do rei, pois Ea também poderia tomar seu trono em Nibiru com um golpe de Estado.
Por outro lado, Ea já tinha encontrado uma solução para a questão do ouro. Ele conhecia bem este planeta e descobriu que no continente africano havia muito ouro, mas que estava sob o solo, o que demandaria um trabalho mais pesado – a mineração tradicional pelo método da escavação.
Foi aí que Anu encontrou uma solução satisfatória para si – dividir o poder entre os dois filhos, longe de Nibiru. Deu a Ea o controle sobre o continente africano e a tarefa de explorar o ouro subterrâneo.
Enlil, como legítimo herdeiro, ficou com o comando geral da missão Terra, confortavelmente instalado em Nippur. Tal divisão foi sábia. Enlil era um político e militar brilhante, mas que nada entendia de explorações. Ea era um engenheiro exímio e cientista competente que iniciou o trabalho de exploração de ouro no sudeste da África, local batizado de Abzu, hoje Zimbábue.

Gradualmente, Enlil ampliou seu prestígio e poder sobre a Terra. Estabeleceu uma rota que existiu por longo período. O minério extraído vinha de navio da África até a Mesopotâmia onde era refinado. Aeronaves de carga transportavam o ouro para as estações orbitais e de lá era levado pelas espaçonaves que chegavam de Nibiru periodicamente.

O livro Gênesis da Bíblia parece ser uma colagem mal traduzida de partes do “Épico da Criação”, obra documental suméria escrita há pelo menos 10 mil anos. Se observarmos o livro do Gênesis com atenção, encontramos as palavras plurais elohim e nefilim mencionadas com o significado de “aqueles que vieram dos Céus”. No entanto, ao longo da narrativa bíblica esses termos vão sendo substituídos pela palavra Deus Javé, no singular. Foi um “erro” de tradução do “Épico da Criação”, engenhosamente colocado no Gênesis bíblico por Moisés e seus descendentes. Por isso, todos os feitos dos anunnaki são creditados a uma entidade singular chamada Deus Javé ou Iahweh. Esse “pequeno erro” cometido inventou o deus único hoje venerado pela humanidade.

“Quando os homens tornaram-se numerosos na face da terra,
e lhes nasceram filhas,
os filhos de Deus viram que as filhas dos homens eram belas
e tomaram como mulheres todas as que lhes agradaram.
Ora, naquele tempo e também depois,
quando os filhos de Deus se uniam às filhas dos homens
estas lhes davam filhos, homens possantes e afamados.
Nesse tempo, os nefilim habitavam sobre a terra.
Estes homens famosos foram os gigantes poderosos dos tempos antigos.”

Gênesis, capítulo 6, versículos 1 a 4.

Coisa estranha para estar na Bíblia. Os filhos de Deus copulando com as filhas dos homens? Os termos nefilim ou elohim, traduzido para o grego é deuses.
Os deuses venerados por todas as antigas civilizações eram viajantes espaciais com um soberbo conhecimento, uma avançada tecnologia e o desejo de encontrar ouro.

Os deuses-operários, ou anunnaki inferiores, realizaram uma pesada tarefa nas minas da África por dezenas de milênios. Eram extremamente resignados, pois somente depois de 150 mil anos foi que soltaram seu primeiro grito – uma greve.
Realizaram a primeira greve terrestre por volta do ano 300 mil a.C. incitados pelo príncipe Ea. Não apenas paralisaram o trabalho nas minas de Abzu, como também se deslocaram para o oriente médio e se lançaram contra a guarda particular de Enlil em Nippur. Conseguiram cercar sua casa, prontos a arriscar suas vidas em troca de alcançar seus objetivos de classe.
A queixa era conhecida, porém o que pediam os mineradores era inédito. Segundo as escrituras sumérias…

“Que se encontre um lulu
para substituir os deuses em Abzu.”

O príncipe Ea informou ao Conselho dos Doze que na Terra não havia os tais lulus, mas que ele poderia criá-los.

“Na assembleia Ea disse:
Enquanto está presente a deusa do nascimento,
que ela crie um Lulu Amelu.
Que ele suporte o jugo [o trabalho nas minas]
atribuído por Enlil.
Que o lulu sofra a fadiga pelos deuses!”

A “deusa do nascimento” a quem Ea se referia era sua irmã, a cientista e médica-parteira Sud, princesa membro do Panteão. Ela aceitou a missão com a condição de que a experiência fosse realizada em Abzu com a presença do irmão. Ela disse:

“Não poderei fazê-lo sem a ajuda de Ea,
com quem repousa a capacidade.”

No Panteão, a sugestão foi aceita por unanimidade.
Ea havia descoberto na África um tipo de Homo erectus, o mais evoluído de todos os animais terrestres daquela época. Sabia que aquela espécie podia ser usada como base para a criação de lulus amelus – trabalhadores primitivos. Experimentaram o cruzamento de machos anunnaki com fêmeas Homo erectus sem sucesso.
– Será necessário apelar para a manipulação genética – informou Ea a seus pares.
– Que assim se faça! – sentenciou o Conselho.
Criar um trabalhador primitivo era em si uma façanha extraordinária, porém Ea queria mais. Não desejava apenas criar um fantoche manipulável. Queria que o novo animal tivesse sua imagem e semelhança. Assim declarou:

“Façamos o homem à nossa imagem e semelhança.
Que se misture o óvulo
com a carne e o sangue de um deus.
Um deus que tenha teema.”

Outro erro bíblico de tradução aconteceu com a palavra barro, cujo original sumeriano significa óvulo. Por isso a Bíblia diz que Deus criou o homem do barro.
Ea queria também transferir para sua criatura algo mais básico e duradouro, o teema, um termo que grandes autoridades linguísticas traduziram por personalidade ou individualidade. Entretanto, o termo na linguagem anunnaki é mais específico, significa literalmente “aquilo que abriga aquilo que liga a memória”.
Mais tarde, teema aparece na versão da língua acadiana como espírito.
A técnica utilizada para se criar o lulu foi a mesma que hoje é chamada “bebê de proveta”. Retiraram o óvulo de uma fêmea Homo erectus, fertilizaram com genes selecionados de Ea e introduziram o óvulo fecundado no ventre de sua esposa Ninki.
Ea decidiu usar sua irmã-esposa como “barriga-de-aluguel” para que a gestação completasse a impressão das qualidades anunnaki no novo ser. Ele disse:

“Ninki fixará sobre ele a imagem de um deus.
A essência de um deus lhe dará a semelhança.
Que o espírito numa consangüinidade seja unido.”

Nasceu então o primeiro lulu a quem Ea chamou de Adama, um ser belo, à sua imagem (corpo) e semelhança (espírito).
O menino Adama era um sucesso e Ea o amava tanto que o adotou como filho legítimo. O Conselho aprovou a experiência e solicitou que se fizessem muitas duplicatas de Adama.
– Homem será seu nome!
Óvulos de Homo erectus eram picados, “purificados”, fertilizados pelos cromossomos de Adama, e introduzidos no ventre das enfermeiras, como eram chamadas as mulheres anunnaki que gestavam os novos seres. No entanto, passados os nove meses, os filhotes não nasciam e tinham que ser retirados por intervenção cirúrgica, tipo cesariana.
De Adama fizeram-se muitas duplicatas, masculinas e femininas, mas todos que nasciam eram produtos híbridos, sem a capacidade de reprodução. Serviam aos deuses. Outro erro de tradução aconteceu com o tempo. Os homens não “adoravam” os deuses, trabalhavam para os deuses, e assim, os anunnaki do Abzu puderam descansar.
A criação do primeiro homem aconteceu por volta do ano 260 mil a.C. Catorze eras astrológicas atrás, uma era de Áries propícia a iniciação.
Muitos lulus foram criados no Abzu. Embora tivessem uma semelhança física com os anunnaki, os lulus não eram tão altos, tinham o corpo peludo e os cabelos negros, daí serem chamados também de povo da cabeça preta. Andavam nus e pastavam no chão. Bebiam água curvando-se sobre poças. Eram tratados como os outros animais e praticavam a sodomia entre si e com outros bichos. Mas podiam falar, compreender ordens e executar tarefas. Eram domesticáveis e tornavam-se obedientes, perfeitos para o trabalho para o qual eram necessitados.

Recentemente foi descoberto que somente nas mulheres existe uma quantidade de DNA fora do núcleo das células, no citoplasma, alojado em corpúsculos chamados mitocôndrias. A esse DNA se deu a sigla mtDNA.
O mtDNA não se mistura com o DNA do pai durante a fertilização e passa inalterado de mãe para filha através de gerações. A comparação desse elemento em células de um grande número de mulheres pesquisadas em diversos pontos da Terra chegou à seguinte conclusão: todas as mulheres do planeta descendem de uma única mulher – uma única Eva.
Em 1986, pesquisas realizadas pela Universidade de Michigan afirmavam que, determinando-se a taxa de mutação natural do mtDNA, seria possível calcular a época em que viveu a ancestral comum de todas as mulheres. Realizaram tais pesquisas comparando o mtDNA de centenas de mulheres de diferentes raças e locais geográficos e chegaram à conclusão de que todas elas deviam sua origem a uma primeira Eva, que viveu na África entre 300 mil e 180 mil anos atrás, corroborando assim os textos sumérios que datam a criação do homem em aproximadamente 260 mil a.C.
Seria o lulu o elo perdido?

Invejosos das conquistas dos mineradores do Abzu que tinham sido substituídos no trabalho pelos lulus, os anunnaki refinadores de ouro da Mesopotâmia começaram a pressionar Enlil para que obtivesse os famosos trabalhadores de cabeça preta para trabalhar nas refinarias, no campo e nas construções de Nippur e do Éden.
Ea se recusou a enviar trabalhadores para a Mesopotâmia, dando ao irmão a oportunidade de demonstrar sua autoridade. Enlil mandou desligar os contatos com a Terra para que sua ação não fosse monitorada.
Para se prevenir, os anunnaki do Abzu recolheram todos os seus lulus e os confinaram no interior das minas, pensando assim impedir que fossem roubados. Foi inútil, pois Enlil trouxe uma arma extraordinária, um “machado que produz poder”. Tal arma era equipada com um “chifre” e um “cortador de terra” que perfuravam montanhas e muralhas. Enlil mandou abrir buracos nos abrigos e retirou quantos lulus quis.
Assim, muitos lulus foram trabalhar no Éden. Esse incidente foi o primeiro confronto grave entre os dois príncipes, uma medição de forças e aumentou ainda mais o abismo entre os poderosos irmãos.
Ea, no entanto, sempre usando a via indireta, feminina, não considerou o roubo de Enlil de todo mau. Sentiu prazer em ver sua criação sendo valorizada e requerida. Talvez pudesse exportar os lulus para Nibiru e outros planetas até com ganhos financeiros. Achou melhor não retaliar o irmão e manter a paz na colônia.
Com a crescente necessidade de produzir mais lulus para dar descanso aos deuses, aumentou o trabalho das “enfermeiras” que também se revoltaram.

“A vida delas era cansativa e tediosa,
continuamente sofrendo cirurgias e gestando
aqueles seres inferiores…”

Foi a segunda greve do planeta.
Aproveitando que Enlil se ausentara do Éden e fora passar um shar no planeta Nibiru, Enki e sua irmã Sud se propuseram novamente a resolver o problema. Era necessário dar aos lulus a capacidade de auto-reprodução, a sabedoria, no sentido bíblico da palavra.
Primeiro foi necessário criar uma fêmea reprodutora. Desta vez as manipulações genéticas aconteceram ali mesmo no Éden, mais precisamente em Shuruppak, o centro médico.
Desse processo nasceu a primeira mulher fértil. Na língua suméria, uma mesma palavra significava vida e costela. Daí uma tradução bíblica machista fantasiar que a mulher foi tirada da costela do homem.
Ea chamou a fêmea de Eva, que significa – aquela que dá vida, que pode parir.
Adama e Eva eram compatíveis e reprodutores. A palavra Adama – ou Adão – significa imagem, e se tornou um termo genérico para designar os machos humanos. A palavra Eva designava as fêmeas de um modo geral.
A serpente, que etimologicamente significa aquele que decifra, é um dos símbolos de Ea.
A serpente do Jardim do Éden não era certamente um animal que conversava com Eva. A lendária serpente era Ea, quem criou os humanos e lhes deu o “conhecimento”, a capacidade de procriar.
Mas nem toda a sua capacidade genética ele não deu ao novo ser.

“A Adama dera a Sabedoria.
A vida eterna ele não lhe tinha dado.”

Ea não deu a Adama o gene da longevidade nibiruana.

O que é um gene, o que o faz se expressar é tema de intensas pesquisas atualmente. Mas já foi demonstrado em numerosos estudos que a resposta para a longevidade está nos genes. Alguns desses estudos feitos em vírus determinaram que estes possuem filamentos de DNA capazes de “imortalizá-los”.

O lar de Enlil na região entre os rios era a área mais bela e bem cuidada do planeta, repleta de pequenas vilas com seus bem tratados jardins, pomares exuberantes, plantações e criação de aves e gado – um verdadeiro paraíso. Era chamado Éden, o bíblico jardim. Passado um shar, Enlil regressou de Nibiru e encontrou os humanos em franca multiplicação, povoando o Éden.
Enfureceu-se e começou a lançar raios.
Aqueles novos seres arrogantemente parecidos com a família real, poluindo o visual do Éden com suas tendas e construções pobres, o deixaram muito irritado. Muitas vezes antes, seu irmão Ea tinha proposto tornar os lulus auto-reprodutivos, mas Enlil sempre fora contra. Ele temia que a nova espécie pudesse alcançar um grau de evolução suficiente para escapar da escravidão e desejar a imortalidade. Mesmo sem consentimento, Ea dera aos lulus o sexo reprodutivo – uma afronta às suas ordens.
Sem pestanejar, Enlil decidiu expulsar os humanos do Éden.
Segundo o Gênesis bíblico…

“Então, a divindade Javé disse a seus pares:
Observem Adão, tornou-se um de nós,
conhecedor do bem e do mal.
E agora não poderia ele estender a mão
e partilhar da Árvore da Vida [o maná],
e comer e viver para sempre?
E a divindade Javé expulsou Adão do pomar do Éden.”

A Bíblia tem cada disparate! Que pares? O que se sabe é que pares é sinônimo de semelhantes. Como Javé, deus único, falou com seus semelhantes? Evidentemente esses pares eram os demais nibiruanos do Panteão dos Doze.

Expulso do Éden pela divindade Javé/Enlil, o precoce Homo sapiens espalhou-se pela Europa, Ásia e outros continentes. A própria Bíblia localiza o Jardim do Éden, ou paraíso, na Mesopotâmia.

“Javé Deus plantou um jardim em Éden,
e aí colocou o homem que modelara…
Um rio saía de Éden para regar o jardim,
e de lá se dividia formando quatro braços.
O primeiro se chama Fison… O segundo é Geon…
O terceiro rio se chama Tigre,
que corre pelo oriente da Assíria.
O quarto rio é o Eufrates…”
Gênesis capítulo 2, versículos 8 a 15

Quem “plantou um jardim”, ou seja, criou a cidade a qual deu o nome de Éden foi o príncipe Ea, quem “modelou” o homem juntamente com Sud.
Sud, também chamada de Ninti – senhora da vida – foi conhecida durante muitos milênios como “A Mãe da Humanidade”, recebendo o apelido de Mama ou Mammi, até hoje presente em quase todos os idiomas como diminutivo de mãe.
Ea foi conhecido por dezenas de milênios como o pai criador da humanidade, o geneticista que também era simbolizado por duas serpentes entrelaçadas, a forma do DNA que até hoje é o símbolo da medicina.

Paralelamente à vida dos anunnaki, dava-se a evolução do homem na Terra, que foi lenta e fragmentada por desastres e glaciações, sobretudo entre os anos 200 mil e 75 mil a.C.
A vida na Terra é programada geneticamente pela duração de sua órbita ao redor do Sol, um ano. O relógio biológico humano está engrenado a um determinado número de voltas ou anos. O mesmo se passa em Nibiru, com a diferença que um ano de vida em Nibiru corresponde a 3.600 anos de vida terrestre. Por isso, os homens pensavam que os nibiruanos eram imortais.
Para as galinhas, os homens parecem imortais, pois nascem e morrem centenas de gerações delas e os granjeiros estão sempre lá, praticamente imutáveis. O mesmo aconteceu entre os homens e os nibiruanos. Muitas gerações humanas se sucediam diante dos mesmos nibiruanos que nunca envelheciam.

A humanidade já alcançou altos níveis civilizacionais, em muitos aspectos mais elevados que os padrões atuais. Essas civilizações foram todas dizimadas. A humanidade, como um círculo vicioso, nasce, floresce, amadurece e é exterminada por eras glaciais e catástrofes terríveis. Mas sempre tornou a renascer graças à intervenção “divina”, ou seja, dos nibiruanos.
Tipos regressivos de homem vagaram pela Terra por dezenas de milênios.
Entretanto, muitos agrupamentos humanos eram monitorados por Ea e se desenvolveram mais rapidamente, uma vez que ele tinha interesse no futuro de suas criaturas e não poupava esforços para impulsionar sua evolução. Tal fato fica evidenciado quando sabemos que, recentemente, por volta do ano 49 mil a.C. ele colocou humanos em cargos de governança em Shurupak, Oriente Médio, território reservado aos deuses.
Enlil, ao contrário, estava desgostoso com o que acontecia sob seu comando. A fome grassava, seus escravos morriam e os que sobravam ficavam imprestáveis para o trabalho. Outro problema também molestava sua mente – os semideuses. Os anunnaki emprenhavam as filhas dos homens gerando semideuses que, apesar de terem uma vida curta como a dos humanos, eram mais fortes, mais inteligentes e muito mais atrevidos. Os semideuses tentavam apropriar-se das armas nucleares que os deuses protegiam. Além disso, acumulavam sabedoria que lhes permitia construir pirâmides de lançamento de foguetes, como foi a tentativa com a Torre de Babel. Mais alguns passos e os semideuses poderiam ameaçar a soberania da colônia.
Por essas e outras razões menores, como o eterno desejo de obstruir os interesses do irmão, o senhor dos Céus e da Terra, Enlil, começou a tramar o fim da humanidade.
Graças ao equilíbrio de forças no Panteão, isso não aconteceu durante milênios. Porém, aproximadamente há 13 mil anos, surgiu a oportunidade.

A oportunidade que Enlil esperava para realizar suas intenções surgiu quando o posto científico da ponta da África enviou-lhe um comunicado sobre uma situação perigosa. A crescente capa de gelo que existia sobre a Antártica tornara-se instável. Estava apoiada sobre uma camada de lama escorregadia.
A instabilidade surgira justamente porque o planeta Nibiru se aproximava da Terra. Sua força gravitacional poderia fazer a capa polar deslizar para o Oceano Pacífico, causando um maremoto que inundaria todo o planeta.
Enlil fez os anunnaki jurarem que não avisariam a humanidade sobre a inundação, para que não tivessem tempo de arquitetar alternativas de sobrevivência.
Em sua visita ao sistema solar, Nibiru aproximou-se da Terra em demasia, provocando a maior de todas as catástrofes conhecidas – o Dilúvio Universal.
De suas espaçonaves, alguns deuses festejavam enquanto a grande maioria sofria ao assistir as águas varrerem as milenares cidades e monumentos que haviam construído. Consta dos documentos que morreram também 409 mil gigantes ou semideuses.

Mesmo tendo feito o juramento imposto por Enlil, de não avisar os humanos da tragédia, mais uma vez Ea descumpriu as determinações do irmão. Secretamente colocou suas hostes a serviço da salvação de muitos humanos, fornecendo-lhes submarinos e ajudando-os a sobreviver em cavernas nas montanhas dos Himalaia, dos Andes e dos Alpes. A famosa Arca de Noé é uma alegoria criada a partir desse fato.
O Dilúvio Universal está presente nas mitologias das mais importantes civilizações e até mesmo em lendas de tribos indígenas.
Recentemente, um maremoto ou tsunami que golpeou apenas o Japão alterou o eixo da Terra. O golpe que o planeta sofreu com o dilúvio foi o mais forte já registrado desde o choque anterior com o satélite de Nibiru, quando a Terra ainda era Tiamat. O abalo foi tão grande que inclinou o eixo do planeta em 23,5 graus, criando assim as quatro estações climáticas: primavera, verão, outono e inverno.

Depois de muitas negociações, o Conselho dos Doze concordou em restaurar a colonização da Terra e a extração do ouro usando os sobreviventes do dilúvio. Enlil foi severamente admoestado pelo pai Anu, e foi obrigado a realizar obras de drenagem e retenção de águas para tornar a Mesopotâmia novamente habitável.
Foi necessário recriar geneticamente quase todos os animais domésticos.
A humanidade renasceu. Todas as principais cidades foram reconstruídas de acordo com os projetos originais, no mesmo lugar, sobre as ruínas das cidades destruídas. Houve uma mudança considerável – o poder foi desta vez redistribuído entre três irmãos: Enlil, Ea e a deusa Sud, meia-irmã dos dois.
Enlil continuou com o comando geral do Oriente Médio e transferiu o espaço-porto para a península do Sinai. Instalou no monte Moriá, lugar que hoje se chama Jerusalém, um novo centro de controle das operações Céus-Terra. Essa região foi mantida durante muitos milênios como área sagrada dos anunnaki. A palavra sagrado significa tudo o que é de uso ou propriedade exclusiva dos anunnaki.
Entre os vales do Tigre e do Eufrates Sud fez surgir a Suméria, predecessora de todas as civilizações hoje conhecidas.
Sob o comando de Ea e sua descendência, a civilização egípcia floresceu. As grandes pirâmides não foram construídas para sepultar faraós, como se ensina nas escolas. Construíram pirâmides e esfinges com fins estratégicos para sinalização, aterrissagens e subidas de foguetes, e também para a proteção de armas nucleares e instrumentos de comando à distância.
Descendentes de Ea vieram para o continente americano e recriaram as civilizações dos Andes e do México.
Anu veio novamente à Terra para estar com uma neta com quem mantinha um caso amoroso. Para agradá-la, entregou-lhe o poder sobre o vale do Indo. Seu nome era Inanna, mais conhecida como Ishtar, que ocupou o lugar de Sud no Panteão dos Doze. Graças a ela nasceram as antigas civilizações orientais, e sua história repleta de casos amorosos com humanos está narrada nos antigos documentos do Hinduísmo.
A história deste planeta é protagonizada por uma só família cujo patriarca é Anu. Seus descendentes formam o Panteão dos Doze que governa a Terra.
Mas a família real está longe de ser unida. Lutando por cada pedaço de terra, cidade ou império, irmão contra irmão, filho contra pai, transformaram este planeta num campo de batalha. O pêndulo do poder ora oscilava para o lado de Enlil ora para o de Ea. Tampouco havia lealdade ao clã original. Passavam de um lado ao outro segundo interesses pessoais. Mas a hierarquia hereditária sempre se manteve no poder.
Durante o terceiro milênio antes de Cristo, a deusa Ishtar conseguiu o poder hegemônico da Terra através de sua capacidade de sedução. Foi o único período em que uma deusa dominou, vindo daí inúmeros mitos e lendas. Depois ela abdicou, pressionada pelo Panteão e pelo avô Anu.
Ea e Enlil tiveram muitos filhos.
Na descendência de Ea, maior proeminência teve Marduk, o primogênito, conhecido no Egito como Ra. Seu poderio foi tão grande na Babilônia que muitos chamavam o planeta Nibiru de Marduk.
Ninurta é o herdeiro de Enlil.

O número doze é a marca do sistema solar. O Panteão dos Doze é um modelo que se repetiu na Terra em todas as principais mitologias. Em todas elas os deuses são os mesmos, com a mesma história e feitos, mas com nomes derivados, apropriados a cada língua. Até o candomblé reverencia um panteão de doze “grandes espíritos” e o cristianismo venera doze apóstolos.
Assim, Enki era Enki na Suméria, Ptah no Egito, Vivashvat na Índia, Poseidon na Grécia, Netuno em Roma.
Enlil era Baal na Suméria, Indra na Índia, Zeus na Grécia, Júpiter em Roma, Javé ou Jeová em Israel.

Três mil anos antes de Cristo a monarquia humana foi introduzida na Terra. Os deuses, desinteressados dos problemas humanos, nomearam reis terráqueos para governar suas nações. Os primeiros reis eram semideuses. Daí mais tarde os reis se proclamarem filhos de Deus.
Na mesma época foi criado o sacerdócio, também para distanciar deuses e homens. Os anunnaki ficavam cada vez menos visíveis e os sacerdotes tinham a função de ponte, de ligação entre eles e o povo, e também a função de desenvolver a ciência entre os homens. Ciência e religião andavam juntas.
Criaram os oráculos, organismos políticos e religiosos através dos quais levavam, traziam e peneiravam informações. Com o tempo, para afirmar cada vez mais o poder de seus senhores, uma forte mistificação foi introduzida pelos sacerdotes, transformando os anunnaki em seres perfeitos, os criadores do universo, onipotentes, oniscientes e onipresentes, que vigiavam cada humano à distância, 24 horas por dia.
Os homens não passavam de joguetes levados à batalha em incontáveis guerras de deuses em disputa por territórios, prestígio e poder. Destacaram-se nesse período as Guerras das Pirâmides e a Guerra do Sinai, onde foram usadas armas nucleares que varreram Sodoma, Gomorra e toda a Suméria.

Os templos dos deuses nada tinham a ver com religião. Eram fortes militares onde guardavam suas armas e aparelhos de comunicação, sendo assim locais muito valiosos. Por isso, quando Nippur foi atacada e o Templo de Enlil destruído pelas forças de Marduk – filho de Ea – tal ato iria detonar o mais grave desastre intencional da era pré-cristã.
Quando soube do ataque a seu templo, Enlil partiu para Nippur furioso. Assim dizem as escrituras:

“Ele emitia um brilho de raios,
e desceu dos céus ladeado por deuses batedores
vestidos de “esplendor”.
Ao chegar, fez o lugar sagrado se sacudir.”

Encontrando seu filho Ninurta, Enlil quis saber quem fora o autor da invasão. Ninurta respondeu de imediato:

“Marduk é o profanador”.

Enlil teve mais um de seus famosos ataques de cólera pelos quais ficou conhecido como “Zeus, o lançador de raios” e quis novamente destruir a humanidade.
Reuniu o Panteão, que temporariamente se transformou num conselho de guerra, e conseguiu a autorização de Anu para usar a arma máxima.
No livro bíblico Deuteronômio, a causa da ira de Deus contra Sodoma e Gomorra era:

“terem abandonado a aliança com Javé (Enlil)
e ido servir outros deuses…”

O Panteão autorizou o uso das bombas apenas para alvos bem localizados: destruir o espaço-porto do Sinai antes que fosse tomado pelas forças inimigas e exterminar as cidades que “adoravam” Marduk. Houve tempo para que todos os deuses e seus humanos queridos fossem avisados e deixassem a região. Os grandes deuses subiram para a “cúpula dos Céus” – a estação espacial.

Assim, em 2024 a.C. marcando o início de mais uma beligerante Era de Áries, o espaço-porto do Sinai foi eliminado da terceira dimensão por bombas atômicas.
Talvez por um erro de previsão, a radiação jogada sobre as cidades marduquianas foi levada pelo vento para o nordeste, e toda a Mesopotâmia foi calcinada, desaparecendo do mapa. A cicatriz no solo é tão extensa que só recentemente pôde ser percebida, captada por fotos de satélites.
Nas águas tudo foi exterminado, e o mar interior teve suas dimensões ampliadas, passando a ser conhecido como Mar Morto. Ainda hoje, as águas de algumas fontes ao redor do Mar Morto apresentam resquícios daquela radiação e causam graves moléstias.

Foi quando apareceu o personagem Abraão, patriarca de todas as religiões monoteístas – que adoram o deus único. Abraão nasceu em Nippur e era um cidadão de prestígio na famosa cidade de Ur, então capital da Suméria. Sua família afirmava que eram semitas. Semita vem de Sem, que vem de shem, que significa foguete. Os semitas reivindicavam serem descendentes do “povo dos foguetes” ou anunnaki.
O pai de Abraão era um sacerdote do oráculo encarregado de se aproximar da “Pedra que Sussurra”, ouvir as instruções dos deuses e transmiti-las aos nobres leigos.
Abraão pertencia à casta dos sacerdotes, mas também era um hábil diplomata e militar. Consta que era um homem riquíssimo que caiu nas graças de Enlil e Ninurta quando valentemente comandou exércitos na defesa do espaço-porto do Sinai e venceu os reis de Sodoma, Gomorra, Seboim e Bela, cidades que serviam a Marduk.
Enlil fez um pacto com Abraão: sua longa descendência seria privilegiada, se em troca ele o ajudasse a introduzir o monoteísmo no planeta. Por essa razão, os israelitas até hoje afirmam ser o povo escolhido.
Abraão foi avisado para partir para o Egito antes das bombas serem detonadas na Mesopotâmia, e não voltar até que a radiação se dissipasse.
Abrão deixou Ur levando consigo um presente de Enlil, a Arca da Aliança, um artefato nuclear que só aparece na Bíblia a partir de Moisés. Consta que o povo de Javé deu sete voltas carregando a arca ao redor das muralhas de Jericó – a mais velha cidade do mundo pós-diluviano datada de 8.500 a.C. – e suas grossas muralhas ruíram.
Muito já se falou a respeito dessa arca que matava quem dela se aproximasse sem os devidos cuidados. Somente o alto sacerdote israelita podia…

“entrar no Santo dos Santos (centro de controle),
aproximar-se do Dvir (falador)
e ouvir a voz de Deus vinda da cobertura
que ficava sobre a Arca da Aliança,
entre os dois querubins”.

“Javé disse:
Ali virei a ti e do meio dos dois querubins
que estão sobre a Arca do Testemunho
falarei contigo acerca de tudo
o que te ordenar para os filhos de Israel.”

Êxodo – Capítulo 25 – Versículo 22

Parece que a Arca da Aliança não era apenas um telefone em linha direta com Javé/Enlil, era um artefato nuclear.
Para introduzir o monoteísmo junto ao povo hebreu, Abrão usou a seguinte tática: durante algum tempo ficou proibido mencionar nomes de deuses. Referiam-se a eles como “os inomináveis”.
Quando o povo israelita já tinha se desligado dos nomes antigos, um deus único e todo poderoso foi nomeado – Javé, senhor dos exércitos.
E foi assim que o povo israelita recebeu o bastão que passou das mãos de Abraão a seu filho Isaac, e dele ao seu filho Jacó que teve seu nome mudado para Isra-El.
Enlil ou Javé tornou-se Zeus na Grécia e até os dias de hoje é chamado de Deus pela civilização ocidental.
Segundo as obras de Zecharia Sitchin, há indícios claros, documentados, da presença dos deuses na Terra até, aproximadamente, o ano 500 A.C., quando se deu a morte de Marduk, último deus governante de corpo presente do planeta.

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