Um olhar novo

J. P. Morgan, um dos mais bem sucedidos banqueiros de nossa história, nos legou a seguinte frase em sua biografia: “Milionários não usam Astrologia, só os bilionários”. Tal afirmação revela o crescente uso dos métodos astrológicos, renegados durante alguns séculos pelo advento do “racionalismo”, pelo bloqueio exercido pelas religiões oficiais interessadas em manter seu monopólio sobre a alma humana, e por um consenso pseudocientífico mecanicista, tecnocrata. Hoje, no mundo civilizado – e até mesmo em São Paulo – o estudo da Astrologia chegou às universidades, com cursos superiores de formação de profissionais astrólogos.
Sabe-se que Einstein, C. J. Jung, Isaac Newton, Galileu Galilei, Da Vinci, Pitágoras, Sócrates e inúmeros outros gênios da humanidade estudavam e usavam a astrologia. Astrologia talvez seja o assunto mais antigo e também de certo modo, o mais ignorado. É o mais antigo porque a astrologia tem existido desde que fomos capazes de investigar a história da humanidade. Inscrições astrológicas foram encontradas em ruínas da civilização sumeriana que existiu pelo menos vinte e cinco mil anos antes de Cristo.
Na América, atualmente, milhares de astrólogos trabalham dia e noite. Estima-se que pelo mundo, setenta e oito por cento das pessoas acreditam na astrologia, mas pensadores e intelectuais ficam em alerta total quando a astrologia é mencionada – medo do desconhecido, de um olhar novo?
Para aqueles pouco acostumados com a linguagem astrológica, tecemos alguns comentários:
1. A Astrologia é um corpo de conhecimentos que se sustenta em bases absolutamente racionais e observáveis. Não é ciência exata como a Física ou a Química, nem pretende ser. Mas também não há nenhuma dependência da Astrologia em relação à religião, à paranormalidade ou a qualquer tipo de prática ocultista. A Astrologia é uma linguagem simbólica, com uma gramática e um vocabulário próprio cujo objetivo é correlacionar configurações celestes com eventos humanos.
2. O mapa astrológico natal de um indivíduo é um diagrama de suas intenções de vida, vocação e motivação, potencialidades criativas, capacidade de integração e realização, interesses, gostos, expectativas e dificuldades. É um retrato do céu, do ponto de vista do local de nascimento, que se grava na psique do recém-nascido. Tal mapa apresenta combinações de 36 variáveis, de tal forma que não há dois mapas iguais, a não ser de pessoas que tenham nascido na mesma hora e no mesmo lugar. Mesmo os gêmeos, nascidos com minutos de diferença, apresentam diferenças no mapa natal e na vida. Assim como as digitais, o mapa astrológico natal é único.
3. Todos conhecem as sessões, publicadas em libretos, revistas, jornais, no rádio e até na televisão, denominadas horóscopo. Tais horóscopos se baseiam apenas em uma das 36 variáveis, a posição do Sol por signo – Áries, Touro, Gêmeos, etc. – e por isso, tais interpretações têm pouca acuidade. Se um desses horóscopos prevê algo que realmente aconteça, é provável que seja mera coincidência.

Artigo publicado na Gazeta de Araçariguama em 28/03/13

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